Onde foi que nos perdemos?

Quando foi que deixamos a tecnologia, através do seu sistema técnico e linguajar difícil, superar o nosso sistema humano?

Quantas pessoas estão viciadas em redes sociais, jogos, compras virtuais, tablets, celulares e tudo o mais que está disponível 24 horas por dia em nossas vidas?

Quantas pessoas sofrem com doenças emocionais ao enxergar um mundo de miragens virtuais publicadas a todo instante por aí? E as fake news?

Quantas boas conversas, aquelas olho no olho, foram substituídas por mensagens de texto ou áudios de WhatsApp?

Você já parou para pensar nisso?

E as empresas? Adquirem cada vez mais tecnologia com a esperança de resolver os tantos problemas em seus negócios. São despejadas horas e mais horas em disseminar o sistema técnico para suas pessoas, afinal quanto melhor o sistema técnico mais o pessoal vai atrás. Pura ilusão. As pessoas são colocadas a serviço do sistema técnico para que ele funcione. Uma inversão de papéis. E adivinha? Não funciona.

Mas a tecnologia NÃO É a vilã da história.

E é nessa hora que surge o conceito da Simplesnologia, que transforma a tecnologia em uma parceira amigável.

Eu vou contar pra vocês sobre a Maria, o João, o José e o Rica.

Dona Maria é colaboradora de um comércio muito tradicional na cidade de Sorocaba por onde passam muitas pessoas diariamente. Ela faz a limpeza das lojas para que os clientes fiquem sempre em um ambiente limpo e gostoso de estar. Em uma tarde dessas, fazia o seu trabalho quando um cliente pegou um produto em uma prateleira e levou até uma estação para que fosse marcado o produto em sua comanda, porém nesse momento a pessoa responsável por essa anotação não estava lá. E foi quando a mágica aconteceu: Dona Maria olhou para o cliente, colocou seu rodo de lado e foi até a estação de trabalho com um sorriso no rosto e confiante, pediu a comanda ao cliente e foi até o computador, encarou a tecnologia e resolveu a situação. Dona Maria abriu um sorriso que iluminou o ambiente e voltou ao seu trabalho com o seu rodo. Fiquei muito curioso com aquela cena e fui até ela e perguntei quem a tinha ensinado a usar o sistema e ela me respondeu que viu as pessoas usarem e que, como era muito simples e fácil de entender, parecia que tinha sido feito pra ela e por isso teve coragem em atender o cliente e sentia-se muito feliz por isso. Dona Maria sentiu-se contributiva!!

João trabalha em uma empresa de distribuição de bolsas com marcas famosas conhecidas no mercado. Todos os dias ele separa muitas bolsas que são vendidas pela área comercial para enviar aos clientes. Ele separa, confere e embala pedido a pedido. Em uma tarde de inverno, passei para fazer uma visita e resolvi tomar um café com o João para saber como andava a vida. Me surpreendi quando ele me agradeceu por toda a mudança que pudemos ajudá-lo a fazer no seu estilo de vida. Fiquei curioso e pedi pra ele me contar mais sobre isso. João começou me dizendo que ia para casa todos os dias estressado por conta da tecnologia que mais complicava o seu trabalho do que o ajudava — e percebeu que, se fizesse uma mudança no seu processo de trabalho apoiado pela tecnologia, as coisas poderiam ser muito diferentes. E foi isso que aconteceu: agora ele vai pra casa menos estressado, de bom humor e brinca com seus filhos todos os dias. Ganhou até elogio da esposa! João colocou o sistema técnico a seu favor e sentiu um baita pertencimento!

José é chamado por todos, carinhosamente, de Zé. O Zé é um pintor formado através de um processo de educação da Universidade Futura do Pintor, uma empresa da nova economia e que tem o propósito de colorir vidas. Pudemos construir, junto com muitos Zés, uma ferramenta para que ele possa atender os seus clientes e ser ainda melhor no que ele faz: do jeito dele, na língua dele. Foi tão incrível que a ferramenta foi batizada com o seu nome: Zé Com VocêZé sentiu-se valorizado!

Rica é um empresário muito bem sucedido e referência em seu mercado. Ele sempre foi curioso sobre a simplesnologia e resolveu nos dar a oportunidade de construir um projeto juntos. Construímos e, quando entregamos a ele o projeto, me recordo como se fosse hoje: ele se emocionou e disse: ganhei meu videogame antecipado do papai Noel. Voltei a ter gosto de olhar os resultados do meu negócio sem ficar vendo aqueles relatórios e planilhas chatas. Rica sentiu um baita Oba!

Dona Maria, uma faxineira.
João, um separador logístico.
José, um pintor.
Rica, um empresário.

Quatro histórias diferentes. E quais são as suas semelhanças? Quatro histórias em que os sistemas humanos foram os protagonistas para a construção do sistema técnico.

Eu desejo um mundo muito mais simples.
Simples, não de simplório, e sim de simplicidade.
De simplesnológico.

Simplesnologia é um jeito inovador de captar o simples e descobrir as necessidades vitais dos negóciosconstruindo o sistema técnico a partir do protagonismo humano a partir de um olhar único do cérebro autista.

A humanologia é — e sempre será — a tecnologia mais avançada do mundo!

Ah, mas como surgiu o termo Simplesnologia?
Esse é um papo pra nossa próxima conversa por aqui! 😉

Uma resposta a “Onde foi que nos perdemos?”

  1. Avatar de Gisele Portes

    A tecnologia é necessária, mas as pessoas estão deixando ela causar afastamento e frieza nas relações. Gostei muito da sua reflexão!

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